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quinta-feira, 21 de março de 2013

Denominações dos "Gregos"

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Através dos séculos, os gregos foram conhecidos por vários nomes, dentre eles:

Helenos (Έλληνες) - na mitologia, Heleno, filho de Deucalião e Pirra, recebeu da ninfa Orseide três filhos: Éolo, Dorus e Xuthus. Éolo e Dorus, e dois filhos de Xuthus, Aqueu e Íon, foram os fundadores lendários, respectivamente, das quatro principais tribos gregas: os eólios, os dórios, os aqueus e os jônios. Originalmente, apenas uma pequena tribo na Tessália era chamada de helenos, mas a palavra logo se estendeu ao resto da península e passou arepresentar todo o povo grego. No começo da Era Cristã era às vezes usada com o significado de "pagãos". Permanece na Grécia atual como o principal nome nacional.
 
Gregos (Γραικοί) - na mitologia, Graco era o irmão de Latino e sobrinho de Heleno. Era o nome de uma tribo beócia que migrou para a península Itálica no século VIII a.C. e, provavelmente, através do contato com os nativos, para lá levaram o termo que representa todos os helenos, o qual eles estabeleceram para si mesmos na Itália e no Ocidente em geral. Aristóteles e Apolodoro de Atenas mencionam que este era o nome usado pelos gregos antes de adotarem o termo helenos.
 
Romanos (Ρωμιοί) - romanos era o nome político pelo qual os gregos bizantinos chamavam a eles mesmos durante a Antiguidade Tardia e a Idade Média. Em regiões da Grécia continental e Ásia Menor, o uso desse nome sobreviveu até o século XX. O nome na antiguidade anunciava os habitantes da cidade de Roma na Itália, mas com a ascensão dos gregos no Império Romano, o termo perdeu sua conexão com os latinos e adquiriu uma definição completamente diferente. O imperador romano Caracala com sua Constitutio Antoniniana (Édito de Antonino) em 212 concedeu a cidadania a toda pessoa livre no Império Romano. O termo romano (Romaios) representava para os gregos sua cidadania romana e sua ancestralidade helênica. A palavra Romaioi passou a representar os habitantes gregos do Império Bizantino. O termo ainda permanece em uso hoje na Grécia, sendo o nome nacional mais popular após helenos e na Turquia representa a minoria grega ortodoxa. É encontrado também no Alcorão; uma surah é intitulada Ar-Rum significando os romanos orientais, bizantinos e gregos.

Aqueus (Ἀχαιοί) - usado por Homero, junto com outros nomes para indicar as forças aliadas gregas.

Yavan ou Javan (יָוָן) - tradicionalmente em hebraico, Javan era o nome da tribo (e assim da nação) que, de acordo com o Torá, migrou no começo dos tempos bíblicos para se estabelecer na península Balcânica.

Yunan (Ίωνες) - o nome usado pelos indianos que encontraram Alexandre o Grande e seus sucessores que governaram regiões da Ásia Central. Tem origem na palavra persa Yauna, sendo esta uma transliteração da palavra grega Ionia (Ιωνία). É o nome pelo qual os gregos são conhecidos no Oriente atualmente. O termo começou a se estabelecer na Ásia com os persas, que entraram em contato com as tribos jônias na parte ocidental da Ásia Menor no século VI a.C., sendo depois estendido a todos os helenos.

(fonte:Wikipedia )

A Origem dos Gregos

Por Antonio Gasparetto Junior

Jônios

Os Jônios formavam um povo indo-europeu que se estabeleceu na Ática e no Peloponeso, foi a primeira das quatro etnias na Hélade que seriam responsáveis pela formação do povo grego.

Os Jônios representavam um povo indo-europeu, eles foram responsáveis por uma violenta invasão da Hélade, região da Grécia Antiga, e transformação de toda a estrutura que era vigente no local. Através dos Bálcãs, os Jônios invadiram a Hélade e transformaram os derrotados em escravos. Possuíam uma grande organização social de tradição militar, mantendo vivo o respeito à hierarquia, o que facilitou no empenho de conquista do novo território. Pelos territórios pelos quais passavam e conquistavam, estabeleciam seus poderosos palácios caracterizados pela fortificação das grandes muralhas e as estreitas entradas.

Segundo as pesquisas desenvolvidas, os jônicos tinham entre si uma organização social bastante igualitária, suas terras eram divididas em porções chamadas glebas, mantendo sempre a equivalência entre os chefes das famílias. Ainda dentro da sociedade jônica havia uma subdivisão em quatro tribos.

Antes de atingir a Hélade, por meio de uma invasão violenta, arqueólogos e historiadores acreditam que os Jônios tenham aprendido a arte e a técnica da cerâmica na Ásia Menor. Essa seria a única explicação cabível para dar conta do extenso uso da cerâmica entre tal povo e com tamanha qualidade. Por outro lado, a metalurgia permaneceu praticamente estagnada, o bronze continuou sendo o elemento mais utilizado.

O cavalo era uma ferramenta usada já há muito tempo pelos Jônios quando invadiram a Hélade, foram eles que o introduziram na região, causando um grande alvoroço e marcando um importante elemento para o período em questão.

A presença dos Jônios da Hélade alterou toda a estrutura que havia anteriormente. O povo anterior que vivia na região da Grécia Antiga havia desenvolvido um amplo comércio marítimo, assim como centros urbanos na ilha de Creta. Mas a chegada dos Jônios fez com que o comércio se reduzisse apenas ao mar Mediterrâneo.

Enquanto habitaram a Ásia Menor, estabeleceram-se em Halicarnasso e Esmirna, entre os séculos XII e X a.C.. Chegaram a criar uma liga intitulada de Liga Jônia, que abarcava as cidades de Éfeso, Samos, Priene, Colofón, Clazómenas, Quios, Mileto, Teos, Mionto, Lebedos, Foceia e Eritras. Já no século VI a.C. a dominação imposta pelo Império Persa causou insatisfação e gerou uma revolta que teve como consequência as Guerras Médicas.

A migração para a região da Hélade configuraria a influência da primeira etnia na formação do povo grego, que depois se completaria através dos aqueus, eólios e os dórios. Entretanto, os últimos invadiram a região utilizando-se de extrema violência e desestruturação do padrão que havia se organizado. A invasão dos dórios forçou uma fuga dos Jônios em busca de sobrevivência, por força maior, tiveram que retornar para a Ásia Menor.

Dórios

Os Dórios foram um dos povos que formaram a civilização grega antiga.

A origem dos Dórios ainda é algo incerto, as teorias que tentam explicar o fato ainda não chegaram a uma conclusão definitiva. Alguns pesquisadores acreditam, baseando-se em ideias difundidas na Antiguidade, que os Dórios eram originários de regiões montanhosas localizadas ao norte e a nordeste da Grécia, além de Macedônia e do Épiro. Segundo os defensores dessa hipótese, alguma circunstancia não identificada teria causado a migração desse povo mais para o sul, alcançando a região do Peloponeso, certas ilhas do Mar Egeu, à Magna Grécia e à Creta. Já outra corrente de pensamento sustenta a ideia que os Dórios teriam origem na costa da Ásia Menor e se deslocaram pelo nordeste da Grécia e por diversas ilhas até a estabilização definitiva no sul da região. Pela raiz incerta, os Dórios são identificados, grosso modo, como um povo indo-europeu.

A chegada dos Dórios na região da Grécia foi marcada por uma violenta invasão que destruiu a civilização que havia se estabilizado no local. Antes dos Dórios, os aqueus invadiram a região da Grécia. Sem fazer uso de extrema violência e dotados de conhecimentos mais evoluídos que os habitantes na região até então, os pelasgos, os aqueus conquistaram o local e impuseram uma nova cultura. Os aqueus já estavam na Idade do Bronze, manuseando ferramentas bem mais avançadas que seus antecessores no local. Eles fundaram cidades referências para o comércio da época e desenvolveram uma nova cultura que ficou conhecida como civilização micênica. A invasão dos Dórios foi muito diferente, era um povo violento. Por conta disso, destruíram o que havia sido construído na civilização micênica e as importantes cidades comerciais dos aqueus.

Os Dórios tinham grande dedicação pelo militarismo. A guerra era o artifício que usavam para obtenção de seus recursos. Os espartanos eram descendentes dos Dórios, por isso tinham também tanta afeição pela organização militar. A violenta invasão dos Dórios na região da Grécia e a destruição da civilização micênica fizeram a cultura helênica regredir, afundando os gregos em um período conhecido como Idade das Trevas da Grécia. Esta fase não possui nenhum registro escrito, apenas registros arqueológicos.
Juntamente com os jônios, os eólios e os aqueus, os Dórios fizeram parte da formação de várias cidades-estado da Grécia, assim como da cultura grega. Diferenciavam-se dos outros povos pelo dialeto dórico e por tradições sociais e históricas características.


Aqueus

Os Aqueus foram o povo que deu origem à civilização micênica.

Por volta do ano 2.000 a.C., um grupo de seminômades de origem indo-européia migrou para a região conhecida como Grécia em busca de terras férteis para suas plantações. Esse povo era conhecido como os Aqueus.

Os Aqueus viviam sob condições mais avançadas do que as condições do povo que encontraram na Grécia. Diz-se que os Aqueus já viviam na Idade do Bronze, enquanto os ocupantes da Grécia, os pelasgos, viviam ainda na Idade da Pedra.

A invasão que os Aqueus fizeram sobre o território grego demonstrou a superioridade desse grupo, que passou então a reprimir os pelasgos e ocupar os seus terrenos mais férteis. Em pouco tempo, os Aqueus se tornaram superiores na Grécia e passaram, inclusive, a ser identificados como o povo grego.

O novo povo submeteu a ilha de Creta e estabeleceu sua forma econômica e de cultura. Os Aqueus eram grandes e fortes comerciantes e acabaram dominando economicamente também toda região do Mediterrâneo Oriental. Foram os fundadores de importantes cidades antigas que se tornaram grandes núcleos populacionais e comerciais como Micenas, Tirinto e Argos.

O desenvolvimento que os Aqueus tiveram na região gerou a chamada civilização micênica que representou a grande soberania desse povo durante muitos séculos. A decadência só aconteceu por volta de 1100 a.C. quando a civilização micênica entrou em conflito com a civilização cretense. Mas a destruição da civilização micênica que era tão bem estabilizada e avançada em sua época foi tão impactante para a Grécia que após sua desestruturação os gregos passaram por um período de aproximadamente 150 anos conhecido como Idade das Trevas.

Foram também os Aqueus que combateram os troianos na famosa Guerra de Tróia. Quando se diz que houve um conflito entre gregos e troianos, na verdade a expressão correta seria um conflito entre Aqueus e troianos.

Eólios

Os Eólios representaram outro povo que invadiu e se estabeleceu na região da Hélade, Grécia Antiga, formando juntamente com os Jônios, Aqueus e Dórios os grupos étnicos responsáveis pela criação do povo grego.

Os Eólios receberam essa denominação, pois acreditavam que sua origem estaria ligada ao deus grego dos ventos, Éolo. É bem possível que a região natal dos Eólios seja a Macedônia Ocidental, considerando-se especialmente as montanhas localizadas ao norte do rio Haliácmon. Seria a partir deste local que teriam se deslocado cada vez mais para o sul, até atingir e ocupar totalmente a região da Tessália. Após esse momento de migração inicial, outro ocorreu levando os Eólios até as ilhas do noroeste do mar Egeu. Foi então que finalmente alcançaram a Grécia. Entretanto, os Eólios foram ficando por todos os lugares por onde passaram, inclusive na região original, o que gerou a variedade de dialetos eólicos.

Nos novos territórios onde estavam instalados os Eólios, desenvolveram fortemente sua cultura. A estabilidade marcou muito esse povo, pois conquistaram o respeito dos outros povos formadores da Grécia Antiga e mantiveram suas terras por muito tempo sem alteração. Além disso, não se caracterizavam como um povo violento.

Entre o povo eólico havia também as subdivisões, acredita-se até mesmo que os próprios Aqueus sejam um desses grupos entre os Eólios.

Os Eólios também constituíam povos de origem indo-européia, assim como os Jônios, Aqueus e Dórios, os outros povos que também formaram a civilização grega, os Eólios invadiram a Hélade. Todavia, a invasão dos Eólios foi muito diferente do que fora a dos Jônios ou do que seria a dos Dórios. Os Jônios invadiram a Hélade fazendo uso da violência, utilizaram-se da tradição militar de sua sociedade para conquistar e estabelecer novas estruturas. Mesmo assim, o saldo dessa invasão, contou com a assimilação da cultura já existente no local. Os Dórios tiveram uma postura muito mais violenta, foram eles os responsáveis pela chamada Idade das Trevas da Grécia. Esse novo grupo invadiu a Hélade destruindo tudo que havia na região, alterando radicalmente a estrutura e a cultura existente, relegando a escrita ao esquecimento durante séculos. Permitiu que a sociedade criasse as bases para a aristocracia na Grécia Antiga e estagnou a cultura da época, interrompendo o conhecimento que temos hoje da história dos gregos.

Quando os Eólios invadiram a Hélade, já estavam lá os Jônios e os Aqueus, recém-chegados. A entrada dos Eólios foi pacífica, não realizaram guerras para conquistar ou se estabelecer na região, o que houve foi uma assimilação à estrutura que já havia sido montada na região. Passaram a viver pacificamente com os outros povos que estavam na Hélade, até a chegada dos Dórios.

Os Eólios carregavam consigo uma cultura baseada na agricultura, a qual expandiu através da colonização promovida no mar Egeu. No período clássico da Grécia estavam espalhados por Lesbos, Tênedos e a Ásia Menor.

A invasão dos Dórios foi catastrófica para os Eólios e para os demais povos da Hélade. A violência excessiva utilizada pelos dóricos causou a expulsão dos aqueus, a desorganização de uma sociedade e de uma estrutura construída pelos Jônios e uma completa transformação na Hélade. Não foi diferente com os Eólios, que tiveram que deslocar para cidades litorâneas fora da Hélade, voltando também à Ásia Menor. A consequência após a dominação dos dórios de todos os territórios abandonados pelos outros povos foi a difusão do dialeto eólico, que integrava o grego antigo, por outras regiões. Promovendo também a expansão da cultura grega.

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Etruscos





Etruscos. A cultura que Roma destruiu

A civilização etrusca dominou boa parte da Península Itálica até se render ao jugo romano. As necrópoles da região de Toscana contam sua história e os geneticistas tentam descobrir se os etruscos deixaram descendentes.

Eles dominaram boa parte da Península Itálica até se renderem ao jugo romano. As necrópoles da região da Toscana contam sua história e os geneticistas tentam descobrir se deixaram descendentes.

Quando os antigos gregos, em sua aventura de expansão comercial e colonizadora, aportaram, no início do século VIII a.C., nas costas do Mediterrâneo, onde hoje é a Itália, esta era considerada uma região bárbara. Por isso, os refinados helenos se surpreenderam ao encontrar um povo curioso cuja civilização se mostrava bem avançada. Mais especialmente, ficaram impressionados com a pirataria que eles praticavam. Os gregos chamaram esse povo de tirreno e com esse nome ficaram conhecidos os etruscos na Antiguidade. Naquela época, eles ainda viviam em aldeias, não conheciam a escrita, e possuíam uma arte rudimentar, diz o arqueólogo Norberto Guarinello, da Universidade de São Paulo, autor de uma extensa pesquisa sobre a cerâmica etrusca. Mas muito rapidamente foram se desenvolvendo e expandindo seus territórios até conquistar Roma.

A presença dos tirrenos num mundo onde o denominador comum era o atraso, em comparação com a civilização grega, levantava algumas questões. A principal, e que inquietou várias gerações de historiadores, era: afinal, de onde vinham os etruscos? Foi Dionísio de Halicarnasso, historiador grego, quem mais se preocupou em averiguar as raízes daquele povo enigmático.

No século I a.C., ele escreveu Antiguidades romanas, no qual expunha as diferentes hipóteses que conhecia sobre a origem dos etruscos: umas apontavam para suas raízes orientais e outras, como a do historiador grego Heródoto, afirmavam que eles teriam vindo da Lídia, na Ásia Menor, e se misturado aos autóctones. Finalmente, Dionísio formula sua própria teoria: É possível que os que mais se aproximem da verdade sejam os que declaram que este povo não veio de lugar algum, é autóctone, pois é muito antigo e sua língua e forma de vida não coincide com nenhuma outra civilização.

Estava lançada a polêmica: havia conjecturas para todos os gostos e estas foram engrossando com o correr dos séculos. Entre elas, a de que teriam vindo da Europa central, da região do Danúbio. A mais original, entretanto, fala de uma cultura etrusca, em vez de povo etrusco. Para os defensores dessa teoria, a mais aceita pelos etruscólogos hoje, a Etrúria não significa necessariamente uma nação, mas uma cultura comum, uma língua, uma religião. No entanto, vez ou outra tropeça-se numa questão importante: o idioma. O número de textos é pequeno e nada se sabe sobre a origem da língua, pois ela não é aparentada a nenhuma outra. Porém, dá para ler e identificar os verbos, os substantivos e os adjetivos, diz o professor Guarinello. Em seu livro Etruscologia, o historiador italiano Massimo Palottino revela que os sinais do alfabeto etrusco foram identificados no século XVII e em princípios do século XIX foram comparados ao alfabeto grego e ao latino. Também é certo que durante o século VII a.C. os etruscos tinham adotado um alfabeto grego com 26 caracteres.

Mesmo sendo um povo de origens incertas, sua história é contada pelas necrópoles que deixaram. A Etrúria desenvolveu-se na Itália central, a oeste da Cordilheira dos Apeninos, basicamente onde hoje é a Toscana. Seu território se limitava ao norte pelo Rio Arno, a leste e sul pelo Rio Tibre e a oeste pelo Mar Tirreno, assim chamado porque era com esse nome que se denominava os etruscos. O início do desenvolvimento de sua cultura singular, distinta da do restante de seus vizi-nhos da Península Itálica, remonta a meados do século VIII a.C. Depois da chegada dos gregos, as aldeias etruscas acabaram se transformando em cidades, e tiveram como base a estrutura das cidades-estados, como na Grécia.

Esse processo de urbanização das aldeias foi lento e demorado, mas alguns fatores favoreceram a expansão da cultura etrusca como a chegada à região de uma enorme quantidade de comerciantes vindos de além-mar, facilitando o surgimento de um mercado. Entre eles, estavam os sardos, atraídos pelo ferro da Ilha de Elba e os navegadores procedentes do Mar Egeu e das costas asiáticas: gregos principalmente. A princípio, eles criaram pequenos portos no sul da península e mais tarde formaram autênticas colônias, como a de Cumas, em 725 a.C., na Baía de Nápoles. O que os gregos queriam, na verdade, era estabelecer colônias ao norte, onde havia um mercado promissor, mas sabiam que seria difícil, pois a população local, formada por etruscos e latinos, era bastante numerosa para ser expulsa. Além disso, os povoados, sempre em lugares altos e próximos à costa eram fortemente defendidos.

A monarquia foi a primitiva forma de governo dessas cidades-Estado sendo mais tarde substituída por um governo oligárquico encabeçado por magistrados. Sabe-se pouco sobre as funções que eles exerciam, porém supõe-se que se o poder estava concentrado nas mãos da aristocracia, mais especialmente no sul, isso se devia à agricultura. Já no norte, em cidades como Populonia, onde se fundia o ferro que vinha de Elba, é possível imaginar uma classe dominante de homens de negócios dedicados à manufatura e exportação. O restante se dividia em um grupo de homens livres, outro de escravos aqui entendidos como cidadãos de segunda classe, eram dependentes mas não propriedade dos mais ricos e colônias de residentes estrangeiros, gregos basicamente. 

Nesse caso se incluía o coríntio Demarato, que viveu e fez fortuna na cidade de Tarquínia. Seu filho seria eleito rei de Roma, em 616 a.C., com o nome de Lúcio Tarquínio, ou Tarquínio, o Velho. É claro que o fenômeno da urbanização não se produziu de uma só vez. Segundo alguns registros históricos, Roma teria surgido em 753 a.C. essa é a data mais aceita, embora com ressalvas , e nessa mesma época os etruscos fundaram Veio, Cere, Tarquínia e Vulci. Depois, no final do mesmo século, seriam criadas Populonia, Vetulonia e, talvez Orvieto. No século VII a.C. se consolidariam Volterra e, possivelmente Cortona, enquanto Arezzo e Chiusi se constituiriam como cidades propriamente ditas na transição do século VII ao VI a.C. Foi exatamente essa a época de maior esplendor e máxima expansão da civilização etrusca, quando também Roma se tornou etrusca. A essa altura, os tirrenos eram os senhores de boa parte da península, na área que se estendia da Campania, no sul, até o Vale do Pó, ao norte.

Não se sabe ao certo como se deu esse processo expansionista. Sabe-se ter existido uma espécie de liga de doze cidades principais: Tarquínia, Cere, Veio, Vulci, Volsini e Vetulonia eram algumas delas. Tudo indica que se reuniam uma vez ao ano para celebrar um festival religioso. Porém, não se pode afirmar com segurança que tenham juntado seus recursos para fundar uma federação que servisse de base ao poder etrusco. É pouco provável também que sua organização naval e bélica tivesse tido em algum momento o respaldo adequado para manter com sucesso um império territorial diante de possíveis inimigos. Assim, depois de rápido florescimento no século VII a.C. e um breve e brilhante período de expansão imperialista durante o século VI a.C., seguiu-se uma série de insucessos iniciados com sua expulsão de Roma em 509 a.C. Com isso caíram as rotas de comunicação por terra entre a Etrúria e a Campania.

O poderio naval etrusco também sofreu um duríssimo golpe algum tempo depois, quando, em 474 a.C., seus navios, aliados com a frota cartaginesa, enfrentaram os gregos conduzidos por Hieron de Siracusa , e foram destroçados na batalha de Cumas. Mais adiante foram expulsos de Cápua e de outras cidades do sul. Até que finalmente, em 400 a.C., também perderam as cidades do norte para os gauleses. Ao mesmo tempo, os romanos marchavam sobre o centro da península, conquistando as cidades etruscas. No século V a.C., Veio foi destruída e no decorrer do século IV a.C., toda a Etrúria capitulou. Em 270 a.C., já era parte da federação romana.

Sem dúvida, surgia um novo mundo no qual a Etrúria tinha de se integrar, ainda que sacudida por rebeliões contra a nova ordem estabelecida. Se durante o século III a.C. Roma fundou colônias em pleno território etrusco, como Cosa ou Castro Novum, e lenta mas implacavelmente foi introduzindo a língua e os costumes romanos, o processo de romanização da Etrúria recebeu o golpe definitivo em 90 a.C., quando a Lei Júlia converteu em cidadãos romanos todos os itálicos. A partir de então se tornaria muito difícil e complicado separar o etrusco da história romana.

Era o fim de um povo alegre e amante dos prazeres, que procurava a felicidade na vida cotidiana. Ao menos é a impressão que se tem ao examinar as pinturas das tumbas etruscas, especialmente as datadas dos séculos VIII a V a.C., que retratavam banquetes, jogos atléticos e homens pescando e mergulhando no mar. Daí em diante, as cenas são deprimentes, com representações do inferno povoado de demônios e de mulheres aladas com caras de animais, explica o professor Guarinello. Essa impressão de felicidade durante o apogeu fez com que o escritor inglês D. H. Lawrence (1885-1930), autor do clássico O amante de Lady Chaterley, refletisse assim sobre os etruscos: Não se pode bailar alegremente ao som da flauta e ao mesmo tempo conquistar nações e ganhar grandes somas de dinheiro. Essa descrição, porém, não é totalmente correta.

Na realidade, os etruscos foram bons administradores e eficientes homens de negócios, capazes de fabricar produtos de alto nível técnico, embora talvez não reunissem as condições necessárias para se manter no poder. Seja como for, o certo é que, além do ferro, algumas cidades manufaturavam objetos de bronze, tradição que veio do Oriente. Nelas também se plantava trigo e se produziam vinho e azeite de oliva, coisas que aprenderam com os gregos. Além disso, tinham grande produção artesanal de barcos, cordas, velame para navios, e cerâmica. Eles sempre foram grandes ceramistas e produziam uma cerâmica negra, semelhante à porcelana chinesa. Até hoje não se descobriu a técnica que eles usavam, lembra o arqueólogo Guarinello.

Os etruscos foram também notáveis construtores de cidades. Marzabotto, pequena vila próxima a Bolonha, na atual região da Emilia-Romagna, tinha uma ampla rua principal cruzada por várias vias secundárias que se estendiam em quadras, esquema que foi mais tarde copiado pelos romanos. Porém, se as características urbanísticas desenvolvidas pelos vivos é admirável, o universo de pedra que criaram para os mortos é surpreendente. Os cemitérios etruscos chegavam, em algumas ocasiões, a configurar-se como autênticas cidades, a ponto de o escritor italiano Curzio Malaparte (1898-1957) afirmar: As verdadeiras cidades dos etruscos são as necrópoles. As cidades dos vivos não eram senão subúrbios das dos mortos.

Tudo isso revela uma grande preocupação pela vida além da morte e obviamente a existência de ritos fúnebres complexos. De fato, quando morria um personagem notável, seu corpo era exposto em algum lugar da necrópole durante vários dias, aguardando a chegada de amigos e deuses que vinham de seus lugares de origem. Mais tarde havia uma procissão (ekphora) até a pira e dali à tumba uma casa subterrânea com salas, quartos e cama onde se depositavam as urnas funerárias. Os mortos eram sepultados com todos os seus objetos pessoais, incluindo roupas, joias e armas.

No interior da Etrúria, a regra era a cremação, enquanto na zona costeira meridional se enterravam os defun-tos. A parte mais vistosa do ritual, que aparece freqüentemente em pinturas e relevos, vinha depois de se deixar o morto ou suas cinzas na tumba. Celebrava-se então um grande banquete, do qual só participavam alguns convidados. Seu significado era recordar a constante renovação da natureza e a prolongação da vida depois da morte. Concluída a comilança, os convidados assistiam a provas atléticas, corridas de cavalos e combates de homens contra cães que, provavelmente, deram origem às lutas de gladiadores.

Estes jogos fúnebres tinham um toque macabro, como mostram as pinturas: homens com a cabeça coberta por um saco carregando uma clava numa das mãos e na outra um cão selvagem preso por uma coleira. Talvez por isso é que o escritor latino Arnóbio (século IV) tenha classificado a Etrúria como princípio e mãe de todas as superstições. Para o historiador Tito Lívio (59/64 a.C.-17 d.C.), ao contrário, o povo etrusco seria uma raça superior a todas as demais, consagrada a crenças e cerimônias religiosas.

Mas o que distinguiu a cultura etrusca das outras foi um conjunto de crenças e rituais que recebeu o nome de disciplina etrusca. Tratava-se de uma concepção religiosa da natureza e do mundo na qual todos os entes naturais contêm a manifestação da vontade divina. Para eles, os desígnios divinos se manifestavam por meio da natureza, bastando observá-la atentamente e interpretá-la para conhecer o futuro e as formas de modificá-lo. Os intérpretes da vontade dos deuses eram os arúspices e os princípios da chamada aruspicina a arte de adivinhar a partir da análise minuciosa do fígado dos animais oferecidos aos deuses, e da leitura dos raios e trovões vinham de uma revelação do deus Tages. Ele teria surgido de um sulco no campo traçado por um lavrador etrusco, com a cara de um menino e a prudência de um ancião.

Segundo a lenda, relatada pelo escri-tor latino Marco Túlio Cícero (106 a.C.- 43 a.C.), Tages reuniu toda a Etrúria em um determinado lugar e pronunciou um discurso que serviu de base para a ciência praticada pelos arúspices. Muito depois da decadência da nação etrusca, seus arúspices ainda faziam parte do séquito dos generais e imperadores romanos, e seguiriam influenciando as instituições de Roma e o curso de sua história. Mais um elemento que se somou a outros fortalecendo as raízes etruscas que sobreviveram entre os romanos.

Possíveis sobreviventes

O que restou dos etruscos além de esculturas, pinturas, inscrições e tumbas? Quem sabe, descendentes. Eles podem ser os 2 000 habitantes da pequena Murlo, na província de Siena. Ao menos é a hipótese levantada pela equipe do professor Alberto Piazza, diretor do departamento de Genética da Universidade de Turim, Itália. Para começar, os cientistas recolheram amostras de sangue de 150 murlenses a fim de estabelecer por meio do exame do DNA molécula que determina as características das pessoas se seu patrimônio genético é igual ou parecido com os dos antigos habitantes da Toscana.

O Projeto Murlo nasceu depois que os pesquisadores liderados por Piazza concluíram uma detalhada análise dos marcadores genéticos dos povos itálicos: grupo sanguíneo, dados antropométricos como altura, cor dos olhos e da pele. A análise desses fatores permitiu mapear detalhadamente os povos que se estabeleceram na Península Itálica na época pré-romana, divididos em três grupos principais: celta-ligúrios ao norte, etruscos no centro e gregos no sul. Esses dados, no entanto, são insuficientes para saber se há uma continuidade biológica entre os etruscos e um determinado grupo de homens de hoje.

A resposta mais segura pode ser dada comparando-se o DNA dos murlenses com o DNA dos ossos que se encontram nas necrópoles etruscas que rodeiam Murlo. A escolha dos murlenses para a experiência se explica: o local foi bastante preservado ao longo dos séculos, não foi invadido nem destruído e por isso, provavelmente, não sofreu misturas étnicas que caracterizaram outras populações. Ainda não escolhemos as técnicas para extrair o DNA dos ossos, explica o professor Piazza, ouvido por SUPERINTERESSANTE.

A dificuldade é que eles estão contaminados por diversos tipos de materiais, devido à manipulação por parte dos arqueólogos. Outra pista curiosa é a sugestão de uma equipe de glotólogos estudiosos da linguagem de que os etruscos deviam aspirar o C (pronunciando hasa em vez de casa) como se faz em algumas áreas da Toscana. A pesquisa mal começou e por isso ainda vai demorar um tempo para sabermos se, de fato, os etruscos deixaram herdeiros.

Um berço da emancipação feminina

 Mesmo nas mais avançadas sociedades da Antiguidade ocidental, as mulheres sempre ocuparam papel secundário, reduzidas à sombra dos maridos. Na Grécia, por exemplo, encerravam-se no mundo doméstico e em Roma sofriam inúmeras restrições. Na Etrúria havia maior consideração pelas representantes do sexo feminino, em relação a outras culturas do mundo antigo e, por isso, os etruscos não eram vistos com bons olhos. Para se ter uma ideia do que os romanos pensavam sobre as mulheres etruscas basta ler um fragmento de um escrito do dramaturgo latino Plauto (284-187 a.C.): Receberás de teu pai vinte mil talentos, para que não tenhas que ganhar um dote à moda etrusca, prostituindo vergonhosamente teu corpo.

Toda essa violência verbal se deve ao fato de que a etrusca vivia menos enclausurada, sentava-se ao lado do marido nos banquetes e trocava carinhos com ele, em vez de se retirar das reuniões, como acontecia entre os gregos. Ela também assistia aos jogos e espetáculos misturando-se com os homens e não perdia seu sobrenome nem seu nome ao se casar como era costume em Roma. Isso fazia parte de seus direitos. Havia casos em que, em suas tumbas, escreviam-se os nomes do pai e da mãe.


Fonte:Super


Mapa:


O Alfabeto Grego






O alfabeto utilizado para escrever a Língua grega teve o seu desenvolvimento por volta do século IX a.C., utilizando-se até aos nossos dias, tanto no grego moderno como também na Matemática, Física, Astronomia etc.

Anteriormente, o alfabeto grego (Ελληνικό αλφάβητο) foi escrito mediante um silabário, utilizado em Creta e zonas da Grécia continental como Micenas ou Pilos entre os séculos XVI a.C. e XII a.C. e conhecido como linear B. O Grego que reproduz parece uma versão primitiva dos dialetos Arcado-cipriota e Jónico-ático, dos quais provavelmente é antepassado, e é conhecido habitualmente como Micênico.

Crê-se que o alfabeto grego deriva duma variante do semítico, introduzido na Grécia por mercadores fenícios. Dado que o alfabeto semérico não necessita de notar as vogais, ao contrário da língua grega e outras da família indo-europeia, como o latim e em consequência o português, os gregos adaptaram alguns símbolos fenícios sem valor fonético em grego para representar as vogais. Este facto pode considerar-se fundamental e tornou possível a transcrição fonética satisfatória das línguas Europeias.

Originariamente existiram variantes do alfabeto grego, sendo as mais importantes a ocidental (Calcídica) e a oriental (Jónica). A variante ocidental originou o alfabeto etrusco e daí o alfabeto romano. Atenas adoptou no ano 403 a.C. a variante oriental, dando lugar a que pouco depois desaparecessem as demais formas existentes do alfabeto. Já nesta época o grego escrevia-se da esquerda para a direita, enquanto que a princípio a maneira de o escrever era alternadamente da esquerda para a direita e da direita para a esquerda, de maneira que se começava pelo lado em que se tinha concluído a linha anterior, invertendo todos os caracteres em dito processo.

O fator inovador introduzido com o alfabeto grego são as vogais. As primeiras vogais foram Alfa, Épsilon, Iota, Ómicron e Upsilon. Se contempla o processo de criação do alfabeto grego como resultado de um processo dinâmico baseado na adopção de vários alfabetos semíticos através do tempo, encontrando inclusive influências do linear-B, poder-se-ia dar uma explicação mais satisfatória da sua origem do que as teorias que postulam uma adaptação única de um alfabeto determinado num momento dado.
(fonte: Wikipedia )

Mapa Mundi

Mapa de Anaximandro (c.540 a.C)

Anaximandro (morreu ca. 546 a.C.) é tido como criador de um dos primeiros mapas do mundo, de forma circular, mostrando os territórios conhecidos agrupados em volta do Mar Egeu, que está no centro. Tudo isto rodeado de um oceano.


Reconstrução do Mapa de Anaximandro


Hecateu de Mileto (c. 500 a.C)

Hecateu de Mileto (Mileto, c. 546 a.C.- c. 480 a.C.) é creditado com um trabalho nomeado "Ges Periodos", "Descrição da Terra" resumindo os conhecimentos geográficos gregos da época, na forma de périplo. O périplo sobre a Europa é essencialmente o do Mediterrâneo, descrevendo cada região, para norte até à Cítia. Sobre a Ásia, semelhante ao Périplo do mar da Eritreia, de que sobrevive uma versão do séc. I. Hecateu descreveu os países e habitantes, sendo o relato do Egito particularmente completo. A descrição é acompanhada de um mapa baseado no de Anaximandro, que corrigiu e acrescentou. Esta obra sobrevive em 374 fragmentos dispersos, a maioria no léxico geográfico "Ethnika".

Reconstrução do Mapa de Hecateu

(fonte: Wikipedia )

Pelasgos




Pelasgos (em grego: Πελασγοί, Pelasgoí, singular Πελασγός, Pelasgós) era um termo usado por alguns autores da Grécia Antiga para se referir a populações que teriam sido ancestrais dos gregos ou que os teriam antecedido na colonização do território onde hoje em dia está a Grécia, "um termo abrangente que englobava qualquer povo antigo, primitivo e, presumivelmente, autóctone no mundo grego." No geral, "pelasgo" passou a significar, de maneira mais ampla, todos os habitantes autóctones das terras ao redor do mar Egeu, bem como suas culturas, antes do advento da língua grega. Este não é um significado exclusivo, porém os outros sentidos do termo quase sempre necessitam ser especificados quando utilizados. Durante o período clássico da história grega antiga, enclaves caracterizados como pelasgos subsistiram em diversos locais da Grécia continental, Creta e outras regiões do Egeu. As populações que se identificavam como tal falavam um idioma ou idiomas que os gregos identificaram como não sendo grego(s), ainda que alguns autores antigos tenham descrito os pelasgos como gregos. Uma tradição que afirmava que grandes territórios da Grécia teriam sido pelasgos antes de sua helenização também persistiu no mundo antigo; estas partes geralmente se encontravam dentro do domínio étnico que, pela altura do século V a.C., atribuía-se aos falantes de determinada variante do grego antigo, identificados como jônicos.

A classificação da(s) língua(s) pelasga(s), conhecida(s) apenas através de elementos não-gregos existentes no grego antigo, e detectáveis em certos topônimos, bem como a questão de sua relação com os helenos pré-históricos e até mesmo se foi apenas um idioma ou um grupo de línguas, são questões que até hoje não receberam respostas definitivas. O campo de estudo deste tema necessita de evidências adicionais para preencher os espaços em branco. Diversas teorias, antigas e atuais, existem; algumas foram contaminadas por questões nacionalistas contemporâneas, o que pode ter comprometido sua objetividade.

Escavações arqueológicas durante o século XX descobriram artefatos em áreas tradicionalmente habitadas pelos pelasgos, como a Tessália, Ática e Lemnos. Arqueólogos que escavaram em Sesklo e Dimini descreveram a cultura material pelasga como sendo neolítica; outros relacionaram aos pelasgos a cultura material conhecida como "heládica média", e até mesmo à cultura "heládica tardia" da Grécia Micênica, cujo corpus de inscrições já se encontra numa forma arcaica do grego. A questão da associação entre a evidência material arqueológica e alguma cultura linguística é levantada por Walter Pohl e outros estudiosos modernos da etnogênese.

Se a língua pelásgica era pré-indo-européia ou não, e se porventura chegava a constitur-se de uma única língua ou não, são disputas atuais, coloridas por disputas nacionalistas. Entre as nações cuja descendência pelásgica tem sido defendida estão os albaneses, os gregos e os romenos. Há também uma teoria que sugere que os filisteus (ou Peleset) do antigo Levante encontravam-se ligados mais profundamente aos pelasgos. Os acadêmicos então terminaram por usar o termo "pelasgos" quase indiscriminadamente, para indicar todos os habitantes autóctones das terras egéias antes da chegada dos gregos.

Os pelasgos foram os primeiros a serem conquistados pelos aqueus, ou civilização micênica, quando da incursão destes no território grego.

(fonte: Wikipedia  )

Por volta de 2.000 a.C. os pelasgos, foram submetidos pelos aqueus (dos quais faziam parte os jônios e os eólios), povos de origem indo-europeia, vindos da região balcânica, que criaram a civilização micênica e impuseram a língua grega.

Os pelasgos estavam em um nível cultural rústico: usavam machados de pedra polida, viviam em cabanas de taipa e ramagens, cultuavam divindades agrícolas, enquanto os aqueus  a Idade do Bronze, produzindo armas de metais e recorrendo a estratégias militares mais eficazes.

Entre os séculos XVIII e XV a.C., os aqueus, já dominantes e inseridos na civilização micênica, entram em contato com a cultura cretense, contratando os artistas que produziam obras arte bastante refinadas.